I I – Algumas Reflexões
Até agora o denominado “Mistério Ovni” tem-se revelado tão impenetrável e complexo como outros mistérios que têm convivido com o Homem desde que começou a interrogar-se: “ – Há vida para além da Morte?”. “- Quem sou eu?” “Quem somos nós?” … e outras de idêntica amplitude. Apesar da Ciência moderna estar todos os dias a aumentar o seu conhecimento julgamos que muitas dessas perguntas continuarão por responder, por muito e muito tempo.
De pergunta em pergunta poderemos acrescentar mais estas: – Será um desperdício perder tempo a tentar decifrar estes mistérios e incógnitas? Devemos deixar esse trabalho aos “entendidos” que têm resposta pronta para tudo? Ou vale a pena o desafio por mais intangíveis que pareçam as respostas?
O mistério dos ovnis já fez correr muita tinta e com certeza fará correr muita mais. Poderíamos escrever aqui nesta rubrica durante dois anos seguidos só a relatar casos que, um pouco por todo o mundo, vão chegando ao conhecimento dos media e ao fim desse tempo teríamos já outros tantos para relatar. Para além disso é sabido que muitos e interessantes casos nem sequer vêm a público já que os seus protagonistas se retraem e preferem não falar das suas experiências.
Muitos dos grupos que se dedicam à investigação ovni dedicam-se quase, exclusivamente, ao relato e apreciação de casos. Sempre que é registado algo de anómalo, logo se “vestem da maior gala” e aparecem nas televisões, nas rádios e jornais, fazendo os seus comentários as suas apreciações e dão os seus palpites acerca do que supõem ter acontecido. Passados uns tempos tudo regressa a uma expectante vigília à espera de mais… Porém, essa atitude, corrente, é perfeitamente normal e até saudável. Se um qualquer acontecimento ou observação insólita não provocasse algum tipo de reacção ou interesse então, sim, seria um sintoma bem preocupante – ou estaríamos todos narcotizados ou já meio moribundos… felizmente ainda não é esse o caso! No entanto, parece que estamos todos à espera que um dia saia alguém de um ovni e nos diga: “- Aqui estamos nós. Viemos da 15ª dimensão e queremos estabelecer relações pacíficas com os habitantes deste planeta…!”
A nosso ver, o mistério dos ovnis não se poderá equacionar em termos de “embaixadas”. Antes disso, teremos de ascender a um patamar bem alto de evolução capaz de nos permitir “chegar à fala”(isto se estivermos, de facto, a lidar com um “alguém” na verdadeira acepção do termo). Não vimos isto escrito em lado nenhum. É só uma constatação natural e intuitiva daqueles que andam há muitos anos envolvidos e atraídos por este intrigante mistério.
No próximo artigo continuaremos estas “reflexões”. Veremos até onde elas nos poderão levar…
António Durval